Música do Planeta Rio, abre espaço hoje para prestar homenagem ao homem que , ao se indispor contra a cobrança de um imposto extorsivo, cobrado pela ignóbil, bárbara, bruta e cruedelíssima coroa portuguesa, foi enforcado, e tendo até o direito a um sepultamento vilipendiado, teve o corpo esquartejado, e, cada pedaço exposto nos postes de pau que existiam no caminho entre o Rio de Janeiro e Ouro Preto. Cecília Meireles, a grande poeta brasileira, e Chico Buarque de Hollanda, musicando um poema dela, o Cancioneiro da Inconfidência, honraram o Mártir da Independência, que vai publicado abaixo.
" O cancioneiro da Inconfidência "
Cecilia Meireles
Toda vez que um justo grita
Um carrasco vem calar
Quem não presta fica vivo
Quem é bom mandam matar
Foi trabalhar para tantos
E veja o que acontece
Àqueles a quem servia
Já nenhum mais o conhece
Quando a verdade é profunda
Foi trabalhar para todos
Mas por ele quem trabalha?
Tombado fica seu corpo
Nessa esquisita batalha
Suas ações e seu nome
Por onde a morte os espalha
( Por aqui passava um Homem
E todo o povo se ria
No entanto à sua passagem
Tudo era sonho e alegria
Por aqui passava um Homem
E todo o povo se ria
Ele na frente chamava
E atraz da sorte corria
Por aqui passava um Homem
E todo o povo se ria
Liberdade ainda que tarde
Nos prometia )
Toda vez que um Justo grita
Um carrasco vem calar
Quem não presta fica vivo
Quem é bom mandam matar
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Há 15 anos


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